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sábado, 26 de março de 2016

O rico campo brasileiro




Por Marcelo Villela, março 24th, 2016, 4:29



















Phosagro, terceira maior fabricante de fertilizantes de fosfato do mundo, vê o mercado superando um começo de ano “assustador” quando os agricultores brasileiros costumam usar os lucros para comprar mais nutrientes para o solo.



Os preços médios de fosfato diamônico, uma referência, provavelmente vão subir de US$ 360 para US$ 380 a tonelada, em Tampa, Flórida, de acordo com o CEO da empresa Andrey Guryev. James O’Rourke, CEO da rival Mosaic, disse no início deste mês que a demanda por fosfato vai atingir um recorde este ano.

Os preços globais de fertilizantes fosfatados atingiu a maior baixa de dois anos em janeiro e fevereiro, depois que a China inundou o mercado após a remoção de um imposto de exportação e os agricultores diminuindo a compra de nutrientes. Os preços em algumas regiões subiram quando o país asiático e outras empresas diminuíram produções não lucrativas. A demanda do Brasil, entre os cinco maiores usuários, pode subir 34 por cento este ano, pois um real fraco ajudou a reduzir os custos dos agricultores e aumentar seus lucros, disse Guryev.

“A situação no início do ano parecia assustadora”, com a turbulência nos mercados chineses também contribuindo para a queda dos preços, disse Guryev em uma entrevista em Moscou. “Todas as coisas ruins que poderiam ter acontecido, aconteceram no ano passado, então os preços devem se recuperar”.

Mercado Brasil
A Phosagro controla cerca de 20 por cento do mercado brasileiro de fertilizantes fosfatados monoamônio importados. Os chamados MAP e DAP estão entre os mais populares tipos de nutrientes. A empresa com sede em Moscou compete com empresas como a Mosaic da América do Norte e Potash de Saskatchewan.

A previsão da Phosagro “seria um nível muito bom para o mercado”, afirmou por telefone Elena Sakhnova, analista da VTB Capital. “No ano passado a Phosagro teve uma visão precisa do mercado, prevendo um grande aumento na demanda indiana”.

Os agricultores brasileiros podem importar até 6,7 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados este ano, contra 5 milhões em 2015, quando a crise econômica do país cortou a demanda, disse Guryev. Os agricultores também estão se beneficiando de preços mais baixos de energia que diminuíram os custos de entrada, enquanto os preços das safras permanecem estáveis e os problemas de crédito no Brasil foram flexibilizados, afirmou. O preço no Brasil se recuperou para US$ 365 por tonelada, disse Guryev. Tinha caído para US$ 340 em janeiro.

A Argentina, que cortou compras para cerca de 600.000 toneladas no ano passado, também está aumentando a demanda novamente e já comprou 300.000 toneladas no primeiro trimestre, disse ele. Enquanto o uso europeu pode ter mudado pouco, o consumo na Ásia deve continuar forte, prevê a Phosagro. A Índia aumentou as importações de nutrientes de fosfato em cerca de 50 por cento, chegando a 6 milhões de toneladas no ano passado e pode comprar uma quantidade similar em 2016, disse Guryev.

Corte de produção
Os preços também devem ser apoiados com a saída do mercado de produtores não rentáveis na China e na Europa, disse ele. Em contraste, a Phosagro, cujos custos de cerca de US$ 128 a tonelada são a metade da média da indústria, planeja aumentar a oferta em cerca de 5 por cento este ano, disse Guryev.

O rublo mais fraco tem ajudado a reduzir os custos da Phosagro, enquanto a tecnologia tem permitido processar o fosfato do minério que sobra da produção anterior, reduzindo a necessidade de mineração. Ela possui 30 milhões de toneladas de minério, o suficiente para sete anos de tratamento, disse o CEO.

Nem toda a produção adicional será enviada ao exterior, pois a demanda está crescendo entre os agricultores russos que se beneficiaram com a queda do rublo, disse Guryev. A empresa concordou em limitar os aumentos de preços para os agricultores locais a 5 por cento até o final da época de semeadura em relação aos níveis de janeiro, disse ele.
A empresa disse na quarta-feira que seu lucro antes dos juros, depreciação e amortização mais que duplicou em 2015 subindo para 82,5 bilhões de rublos (US$ 1,2 bilhão). A receita aumentou 54 por cento.

Título em inglês: Phosagro Sees Phosphate Market Ready for Recovery on Brazil (2)
Fonte: UOL

quarta-feira, 16 de março de 2016

É LULA!



Por que a reação negativa à volta de Lula perdeu força

Luiz Inácio Lula da Silva: ex-presidente aceita comandar a Casa Civil Adicionar legenda

São Paulo - A reação inicial negativa dos investidores à notícia de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumirá a Casa Civil foi perdendo força ao longo desta quarta-feira (16). 

O dólar comercial, que chegou a subir até R$ 3,854 durante a sessão, inverteu a tendência e fechou em queda de 0,64%, a R$ 3,739 na venda. Já o Ibovespa perdeu até 1,3% na mínima do pregão, mas terminou o dia em alta de 1,34%, aos 47.763 pontos

O cenário interno perdeu espaço para os Estados Unidos, onde animou os investidores a notícia de que o Federal Reserve (banco central americano) vai continuar aumentando os juros naquele país em um ritmo bem mais lento do que o imaginado.

Mas, por aqui, também ajudou a amenizar o temor do mercado a percepção de que algumas possíveis mudanças na política econômica seriam positivas, apesar de Lula estar sendo investigado pela Polícia Federal no âmbito da Lava Jato.

Uma delas é a possibilidade de nomes bem vistos aos olhos do mercado voltarem à tona. Chegou-se a cogitar nesta quarta-feira que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles voltaria ao comando da autoridade monetária.

A hipótese foi descartada mais tarde pela presidente Dilma Rousseff, que concedeu entrevista a jornalistas em Brasília.

Os jornais Folha de S.Paulo e Valor Econômico e a agência de notícias Broadcast, no entanto, informaram que o atual presidente do BC, Alexandre Tombini, poderia resignar seu cargo com a chegada de Lula.

Isso porque, segundo o Valor, Lula promoverá um "plano de reanimação nacional" com medidas como corte de juros, por exemplo, para resgatar a confiança de empresários e consumidores. 

Analistas e economistas consultados por EXAME.com também disseram que o mercado pode ter enxergado alguma vantagem em ter o Lula como novo articulador do governo.

"A ideia é que a presença de Lula ajude o governo a promover acertos com o PMDB, devolvendo alguma governabilidade para um comando que já estava perdido", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos

"A dúvida é se isso se sustenta ao longo dos próximos dias, em função do avanço da Lava Jato e seus desdobramentos. O mercado amanhã pode testar até que ponto essa avaliação é duradoura", completou.

Mas a opinião não é unânime. Ricardo Kim, analista-chefe da XP Investimentos disse que será difícil Lula reconquistar o apoio de membros do PMDB, especialmente depois das manifestações do último domingo (13).

"O partido está muito dividido", afirmou. "Também é preciso considerar que boa parte da volta do Lula ao governo já havia sido colocada nos preços dos ativos nos últimos dias, o que ajudou a atenuar a reação do mercado nesta sessão."

sábado, 12 de março de 2016

Veneno na comida



Uso de agrotóxico
no Brasil
aumenta para
7 litros por habitante




Graziele Bezerra
Terminou nesta sexta-feira (11) o Seminário de Políticas Públicas para as Mulheres Rurais. Durante dois dias, cerca de 60 representantes de movimentos sociais discutiram as condições de trabalho das mulheres do campo.

O grupo também debateu o impacto do uso de agrotóxicos nas lavouras brasileiras. A coordenadora de mulheres da articulação nacional da agroecologia, Bete Cardoso, fala do aumento do consumo dos defensivos no país.

Sonora: “Os movimentos sociais, a sociedade civil já se colocou muito claramente que nós não concordamos com essa lógica. A gente é o campeão mundial no uso de agrotóxicos. Esse consumo aumentou de 5 litros por pessoa por ano para 7,2 no ano passado. A gente esperava ter uma redução, mas a gente foi surpreendido com um aumento no uso de agrotóxicos no Brasil”.

O ministro do Desenvolvimento Agrário aproveitou o evento para lançar o Proinf Mulher. A proposta do Programa de Apoio à Infraestrutura nos Territórios Rurais é apoiar, desde o beneficiamento até a comercialização, a confecção de produtos com mão de obra feminina.

As interessadas têm até 11 de abril inscrever seus projetos. O ministro Patrus Ananias revelou o valor destinado a cada iniciativa.

Sonora: “O Proinf Mulher selecionará projetos de até R$ 120 mil e conta ainda com acréscimo de 20% do valor total se o projeto tiver mulheres jovens entre suas beneficiadas e mais 20% se também contemplar as mulheres de povos e comunidades tradicionais”.

O ministro também convocou as trabalhadoras rurais para combater criadouros do Aedes aegipty nas propriedades rurais. Nesta sexta-feira (11), o governo realizou uma força tarefa para identificar focos do mosquito em prédios públicos.