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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Itália



Bolsa integral para curso de políticas públicas na Itália

 Programa promovido pela Turin School of Local Regulation oferece isenção de taxas e acomodação gratuita para brasileiros. Inscrições até 5/6.

A Turin School of Local Regulation (TSLR) está com inscrições abertas para o seu International Summer School – um curso de duas semanas sobre administração e regulação de serviços públicos. As inscrições podem ser feitas online até o dia 5 de junho.

Estudantes brasileiros aceitos receberão isenção total das taxas do programa, bem como acomodação na cidade de Turin, na Itália, durante o período do curso. Despesas de alimentação e transporte são por conta do estudante.

O curso será realizado entre os dias 5 e 16 de setembro de 2016, e tratará de aspectos teóricos e práticos da administração de serviços públicos locais, como regulações, taxas, consumo de água, transporte público e instalação de facilidades esportivas. Serão selecionados estudantes de todos os continentes, conferindo aos participantes perspectivas verdadeiramente internacionais sobre estas e outras questões.

O programa é voltado para estudantes de graduação em seu último ano, estudantes de pós-graduação ou profissionais que trabalhem com administração pública e agências regulatórias. A seleção será feita com base em análise de currículo acadêmico e profissional e relevância para a área. As inscrições podem ser feitas online – é preciso preencher um formulário online e enviar um currículo em inglês.

Como a participação será gratuita, será preciso reservar a vaga através de um depósito de 150 euros, que serão devolvidos ao final do programa. Os estudantes aceitos serão informados até o dia 17 de junho.

A Turin School of Local Regulation é uma iniciativa promovida pela Fondazione Ambiente – organização sem fins lucrativos que promove pesquisa, educação e capacitação profissional.

* Foto: Turim vista do Monte dei Cappuccini / Crédito: Hpnx9420-CCBY3.0


sábado, 14 de maio de 2016

Integração Nacional, nosso velho Chico. Nascido em Minas Gerais.



Água para 12 milhões de pessoas 





Apresentação


O Projeto de Integração do Rio São Francisco beneficiará 12 milhões de pessoas em 390 municípios nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, além das 294 comunidades rurais às margens dos canais.

Os dois eixos do  (Norte e Leste), quando concluídos, possibilitarão captar a água do Rio São Francisco, que percorrerá por 477 quilômetros de canais. O projeto abastecerá adutoras e ramais que irão perenizar rios e açudes para abastecer os municípios. Essa é a ideia da integração das bacias. A água do Rio São Francisco vai chegar, por exemplo, até as torneiras da população de Fortaleza.

As 294 comunidades rurais serão beneficiadas por meio de sistemas de distribuição de água. Os sistemas vão captar a água do canal para chegar até os 78 mil habitantes próximos aos eixos, sendo 12 comunidades quilombolas, 23 etnias indígenas e nove assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). As infraestruturas fazem parte dos 38 programas socioambientais desenvolvidos pelo projeto. 

Estes sistemas de distribuição de água serão executados pelos governos dos estados, com apoio financeiro do Governo Federal. O investimento federal é de R$ 285 milhões. Deste total, R$ 93,9 milhões são destinados para o Ceará, R$ 134,84 milhões para Pernambuco, R$ 35,71 milhões para Paraíba e R$ 20,7 milhões para Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (SESAI). O Ministério da Integração Nacional também apoiou os Estados com o fornecimento dos projetos executivos dessas obras.

Para execução desses sistemas, o ministério firmou termos de compromisso com os governos estaduais de Pernambuco, Ceará e Paraíba e com a SESAI para a implantação, operação e manutenção das infraestruturas de abastecimento.



Atribuições do jovem Ministro da Integração Nacional, Helder. Torna o  PMDB ainda mais  forte no Pará. Pergunta: cade a maluca da Bel

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sábado, 7 de maio de 2016

Cuidado, Zika!




Zika: efeitos da doença na gestação podem ir além da microcefalia em bebês
  • 07/05/2016 17h40
  • Brasília
Aline Leal - Repórter da Agência Brasil
Um ano depois que o Zika começou a circular no país, as dúvidas sobre o vírus continuam maiores que as certezas e pesquisadores apontam que os efeitos da infecção durante a gestação podem ir além da microcefalia em bebês.  “A criança pode vir com um cérebro menor, mas a cabeça do tamanho normal ou até maior por acumular muito líquido”,  explicou a pesquisadora Adriana Melo.

 Brasília - Adriana Melo, pesquisadora e presidenta do Instituto Paraibano de Pesquisa Professor Joaquim Amorim NetoWilson Dias/Agência Brasil

A especialista em medicina fetal e presidenta do Instituto de Pesquisa Prof. Joaquim Amorim Neto (Ipesq), sediado em Campina Grande, Paraíba, foi a primeira pesquisadora a comprovar laboratorialmente que o líquido amniótico de uma gestante que teve o filho com microcefalia estava infectado pelo vírus Zika. Em audiência pública na Câmara dos Deputados esta semana, Adriana expôs alguns pontos sobre o vírus observados no instituto, criado por pesquisadores renomados e sem fins lucrativos. 

De acordo com a médica, a identificação de crianças afetadas ainda na gestação pela infecção deve ir muito além da fita métrica, que mede o tamanho da cabeça. Ela explica que os especialistas já usam o termo Síndrome Congênita do Zika, para identificar crianças que foram afetadas pelo vírus ainda na barriga das mães. O Ministério da Saúde também já reconhece o termo.

“Usar só microcefalia dá uma ideia à população de que a cabeça sempre vai ser menor do que o normal. A microcefalia é quando o cérebro é menor, mas a cabeça pode ser menor ou não. O termo também dá a ideia de que esse é o único problema, e não é. Tem bebês com problemas auditivos graves, problemas visuais, convulsões, com dificuldade de deglutição”, detalhou a Adriana. Segundo a especialista, o ideal é que o diagnóstico da síndrome seja feito ainda na gestação, para que o parto ocorra em um hospital de referência, já que algumas das consequências da infecção pelo vírus são os riscos para a gestante e para o bebê na hora do nascimento.

Saiba Mais
Apesar de o grupo de pesquisadores do Ipesq ter evidência clínicas sobre o comportamento do vírus Zika, falta dinheiro para as comprovações científicas. “Em Campina Grande o instituto tem o apoio da prefeitura, tem parceiros privados, os pesquisadores usam recursos próprios, a UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro] apoia, mas é tudo na base da amizade, do improviso, não é assim que deve andar uma pesquisa”.

Quase 500 gestantes que tiveram sintomas de Zika já foram atendidas no instituto. Destas, 30 tiveram exame laboratorial confirmando o diagnóstico e quatro tiveram bebês com Síndrome Congênita do Zika. Os pesquisadores estão acompanhando as 30 mães para ver o que há de diferente entre as que tiveram filhos com a síndrome e as que não tiveram.

Ao todo, cerca de 60 crianças com a síndrome são acompanhadas pelo grupo de pesquisadores. Com o acompanhamento, foi possível ver o impacto positivo da estimulação precoce nesses casos, mas, segundo Adriana, “precisamos de recursos para que exames comprovem cientificamente a melhora que estamos vendo”.

Adriana Melo ainda levanta a hipótese de que uma pessoa que foi infectada pelo vírus possa vir a ter a reativação da infecção algum tempo depois. “Ainda é tudo na base do achismo, vimos casos isolados.  A gente dizia inicialmente que era melhor ter Zika e só depois engravidar. Hoje, a gente não sabe mais, pode ser que sim, mas pode ser que você fique com o vírus e depois ele seja reativado”, disse a pesquisadora.  “O nosso papel hoje não é alarmar, é alertar que certas coisas podem acontecer e que a gente tem que ficar de olho, tem que pesquisar, continuamos com mais dúvidas do que respostas”.

Zika
Transmitido por um mosquito já bem conhecido dos brasileiros, o Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre do ano passado, era que sua evolução costumava ser benigna e que os sintomas, geralmente erupção cutânea, fadiga, dores nas articulações e conjuntivite, além de febre baixa, eram mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, também transmitidas pelo mesmo mosquito.

Porém, em outubro de 2015, exame feito pela médica especialista em medicina fetal, Adriana Melo, descobriu a presença do vírus no líquido amniótico de um bebê com microcefalia. Em 28 de novembro, o Ministério da Saúde confirmou que, quando gestantes são infectadas pelo vírus, podem gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos. Pesquisadores confirmaram que a Síndrome de Guillain-Barré também pode ser ocasionada pelo Zika.

De acordo com o primeiro boletim da doença divulgado pelo Ministério da Saúde, em fevereiro e março deste ano, foram notificados 91.387 casos prováveis de infecção por zika no país. A chegada do vírus ao Brasil elevou o número de nascimentos de crianças com microcefalia de 147, em 2014, para pelo menos 1.271 casos de outubro do ano passado a 30 de abril deste ano.
Edição: Lílian Beraldo