Redes Sociais

domingo, 25 de dezembro de 2016

Focado no social



Seis programas de MBA voltados para impacto social



 Em busca de uma carreira de impacto e valor social? Confira os programas de MBA mais conhecidos por oferecerem oportunidades de desenvolvimento nessa área.




Por Alex Anton e Daiana Stolf
É crescente o número de jovens em busca de uma carreira de impacto e valor social através do empreendedorismo ou do terceiro setor, e os programas de MBA internacional há tempos vêm se adequando a essa nova forma de pensar.

As escolas de negócio de Stanford e Yale foram pioneiras em redefinir sua missão e valores de modo a desenvolver líderes mais holísticos. Desde 1993, a Harvard Business School produziu mais de 800 casos e livros sobre o tema. Haas School of Business e McKinsey&Co se uniram para oferecer mentoria aos estudantes de MBA que decidem se engajar em projetos pro-bono de consultoria em ONGs locais (leia sobre o S3 [Social Sector Solutions] aqui). Várias escolas criaram centros de estudos, competições de social venture e experiências globais com esse fim.

É com a vontade de se tornarem agentes de mudança que muitos candidatos enxergam no MBA uma plataforma para desenvolver habilidades específicas e ampliar redes de contato para entrar no mundo de social business. Confira abaixo os programas atualmente mais conhecidos por oferecerem oportunidades sólidas de desenvolvimento nessa área

Fundado em 2003 depois de uma grande doação de Jeff Skoll (fundador do eBay), o centro conta com programas focados na área de empreendedorismo social, pesquisa, cursos, competições e eventos, além oferecer de bolsas de estudo para alunos do MBA comprometidos em criar soluções para desafios sociais e ambientais urgentes. Além do suporte financeiro, um Skoll Scholar, como são chamados os recipientes da bolsa, tem acesso exclusivo a empreendedores, líderes e investidores renomados globalmente.

Com o moto de “educar líderes para a sociedade, não apenas líderes de negócios”, a escola sempre teve um viés voltado para a área pública. Atualmente oferece 17 cursos eletivos relacionados a área de non-profit, políticas públicas, gestão ambiental, entre outros, através do Program on Social Enterprise (PSE). O SOM Net Impact Club dá mentoria a estudantes do MBA que pretendem seguir carreira em gestão de ONGs, gestão pública ou negócios socialmente responsáveis. O Economic Development Symposium e a Philantropy Conference, que ocorrem anualmente, trazem para a escola formadores de opinião e pesquisadores para discutir temas da área. Já o Social Impact Lab é um fórum semanal que encoraja estudantes a trocar experiências e aprender com alumni e líderes engajados na área social.

O Haas’ Center for Non-Profit and Public Leadership tem a missão de “inspirar a nova geração de líderes para criar e aproveitar oportunidades para promover impacto social em todos os setores”. Cursos focados em empreendedorismo e impacto social, liderança e governança, estratégia organizacional e gestão financeira objetivam estimular os estudantes a usar suas habilidades de negócio no setor social. Desde 2003, o Berkeley Board Fellows ofereceu 49,300 horas de participação de 811 estudantes em reuniões de diretoria em empresas sem fins lucrativos, ajudando em algum projeto ou problema específico. Já a Hass Impact Investing Network, parte de uma parceria entre o MBA Impact Investment Network and Training (MIINT) e a Bridges Ventures, seleciona alunos interessados em aprender e vivenciar a área de impact investing. Eles passam por todo o processo: de escrever uma tese de investimento a conduzir due diligence em potenciais startups em estágio inicial e apresentar o pitch na MIINT Competition em Wharton – com o potencial de receber USD$50,000 de investimento da Bridges.

Stanford foi pioneira a perdoar o empréstimo feito para pagar o custo do MBA a alunos que trabalham no setor social após a graduação.

Stanford foi pioneira na criação do loan forgiveness program (perdão da dívida assumida através de empréstimos para pagar o custo do MBA) a alunos que trabalham no setor social após a graduação. Além disso, o Center for Social Innovation concentra a maior parte das atividades da escola voltadas para essa área. Dentro dos quase 30 cursos eletivos sobre empreendedorismo social oferecidos, um chama a atenção: Entrepreneurial Design for Extreme Affordability, realizado em conjunto com a D-School (Escola de Design). É uma excelente oportunidade para aplicar habilidades de engenharia e negócios para produzir protótipos e business plans para startups que focam em problemas sociais importantes em países pobres.

A Kellog foi uma das primeiras escolas de negócio a focar em gestão pública e de ONGs. Além de competições, eventos e clubes, que conectam estudantes com projetos ou instituições sem fins lucrativos, Kellogg oferece o Social Impact Pathway, um conjunto de cursos desenhados para estudantes interessados em social change. Com diferentes tracks Policy, Non-profit Management, Social Enterprise e Entrepreneurship – os alunos podem se dedicar a estudar detalhadamente essas áreas, além de se engajar em laboratórios e experiências práticas. Os estudantes de MBA também podem se formar com major em Social Enterprise, e competir por prêmios em dinheiro para financiar suas social impact startups, como aconteceu recentemente com três alunos, que receberam um total de USD$170.000,00.

Harvard conta com mais de 90 professores engajados em pesquisa e ensino de empreendedorismo social. Dos mais de 20 cursos eletivos relacionados ao tema, um dos mais populares é Business At the Base of the Pyramid. Através de 28 cases, leituras selecionadas e discussões, os alunos examinam as condições em que o retorno econômico é compatível com a criação de valor social e vice-versa. Fóruns, conferências e outros eventos são coordenados e patrocinados pela Social Enterprise Initiative, que visa estimular a troca de conhecimento e experiência entre os setores de non-profit, for profit e público. Estágios, clubes e programas de desenvolvimento de carreira também são uma forma de se engajar com social change na HBS.


Um programa de MBA internacional pode abrir muitas portas e/ou impulsionar uma carreira de impacto social. Interessou? Veja como se preparar para o processo aqui!


* Foto: Estudantes fazendo um brainstorm em um projeto da S3 / Crédito: University of California, Berkeley | Haas School of Business

Sobre os autores
Daiana Stolf é cientista por formação e escritora e coach por paixão. De mestre pela Universidade de Toronto (Canadá) a aluna de Gestão Estratégica na Universidade de Harvard (EUA), passando por cientista-doutoranda da EPFL (Suíça), em 2011 descobriu o prazer de guiar brasileiros curiosos e determinados a expandir seus horizontes através de cursos de pós-graduação nas melhores universidades do mundo. Ela é co-fundadora da TopMBA Coaching.

Alex Anton é MBA pela Harvard Business School e adora ajudar outros brasucas a realizarem o sonho de estudar nas melhores escolas do mundo. Apaixonado por viajar e por conhecer o mundo, já morou e trabalhou no Canadá, Alemanha, Suíça, Indonésia, Estados Unidos e China. É co-fundador da TopMBA Coaching e entusiasta da meditação, fotografia e corrida.


domingo, 4 de dezembro de 2016

Universidade alemã quer brasileiros



Freie Universität Berlin: opção gratuita e de excelência na Alemanha


 
Universidade está entre as 4 melhores da Alemanha e oferece cursos de pós em inglês. O melhor: ensino é gratuito até para estudantes internacionais!
Por Lecticia Maggi





Boa parte das pessoas quando pensa em graduação ou pós no exterior logo lembra dos Estados Unidos ou do Reino Unido. Não há nada de errado nisso. Mas há destinos menos badalados que também oferecem ensino de excelência e por um custo significativamente menor: um deles é a Alemanha. As universidades públicas alemãs são gratuitas, inclusive para estrangeiros.

Isso mesmo, em vez de pagar os cerca de US$ 30.000 (preço médio da anuidade de um curso de mestrado em uma instituição norte-americana), o estudante tem que arcar apenas com taxas administrativas, que giram em torno de 300 euros por semestre. Este valor – irrisório quando comparado ao cobrado por escolas de outros países – dá direito ao estudante utilizar o transporte público sem pagar nada a mais.

E para quem procura cursos de pós-graduação há outra boa notícia: as universidades alemãs mais conceituadas oferecem cursos integralmente em inglês. Ou seja, não é preciso sequer comprovar domínio do idioma alemão para estudar lá.

A Freie Universität Berlin (FU) é uma dessas instituições. Lá, há opções de mestrado em inglês nas áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais, Estudos Regionais, Biociências, Ciências Exatas e Medicina, dentre outras (veja aqui a lista completa de cursos em inglês).

Fundada em 1948, a universidade está entre as 60 melhores do mundo e entre as quatro melhores da Alemanha, segundo o ranking 2015 da publicação britânica Times Higher Education (THE), um dos principais do setor.

Ela também teve cinco escolas de pós-graduação e três grupos de pesquisa premiados na Iniciativa de Excelência, um dos instrumentos de fomento do governo federal da Alemanha para a pesquisa universitária de ponta.

Com cerca de 30.000 estudantes na graduação e no mestrado e 4.500 doutorandos, a Freie Universität Berlin  emprega aproximadamente 4.300 funcionários e 500 professores.

Interesse nos brasileiros – A internacionalização é uma questão muito importante para a FU, tanto que a universidade tem hoje 7 escritórios espalhados pelo mundo, incluindo um no Brasil, na cidade de São Paulo (SP). E no site da FU há informações em português.

Seleção – O processo de seleção varia conforme o curso pretendido, mas em geral inclui análise de currículo escolar, prova de proficiência no idioma do curso (inglês ou alemão) e envio de carta de motivação. A maioria dos cursos de mestrado inicia-se em outubro, com prazo de candidatura até o final de maio.


Há informações que você ainda não conseguiu encontrar? É possível entrar em contato com o escritório da FU no Brasil pelo e-mail saopaulo@fu-berlin.de.