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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Novos espaços ocupados



Brasileiro é escolhido um dos 50 melhores alunos de MBA do mundo



 Hoje consultor da Bain & Company, Bruno Valle explica por que se destacou em 2015 e dá dicas de como aproveitar ao máximo a experiência no exterior!


Por Nathalia Bustamante
Ser aprovado em um MBA de excelência no exterior é difícil – as escolas mais tradicionais admitem, em geral, menos de 10% dos candidatos. Estar entre os melhores alunos das mais prestigiadas escolas parece quase impossível. Mas é esse o feito de Bruno Valle, de 29 anos, que, em 2015, foi eleito um dos 50 estudantes de MBA mais promissores de todo o mundo pela associação Poets and Quants. Ele cursava o último ano MBA na Kellogg School of Management, em Chicago, nos EUA, e foi o único brasileiro a figurar entre os 50 nomes.

Eu sabia que isso tornaria a experiência mais rica: ter contato com pessoas com pontos de vista muito diferentes

O ranking é elaborado anualmente e leva em conta, além do desempenho acadêmico, a participação dos alunos em projetos da universidade, histórico pessoal e profissional e perspectivas futuras.

“Para mim, o que mais vale deste reconhecimento que recebi é que sei que ele se deve ao trabalho de toda a equipe que construí”, observa ele em referência à atuação do LAHIMA – ou Associação de Estudantes Latino-Americanos, Hispânicos e Ibéricos da Universidade, da qual assumiu a co-presidência no seu primeiro ano de MBA.

A “chapa” formada por ele e outros colegas se propôs a criar uma ponte entre os estudantes da região e as lideranças da universidade, definindo planos de ação, promovendo palestras e participando ativamente de discussões com a direção do curso e com representantes de outros grupos. “Estávamos ali com o propósito de ajudar o estudante latino-americano e melhorar a própria universidade em que estudávamos. Mas, além disso, também foi uma oportunidade de conhecer muita gente nova”, comenta ele, que hoje é consultor da Bain & Company.

Além da liderança da LAHIMA, Bruno acredita que se destacou no MBA por mostrar-se sempre curioso. “Eu sempre quis aprender mais, entender o que estava acontecendo… Participava de eventos, conversava com palestrantes sempre que tinha a chance. É uma oportunidade única de troca de ideias, e o aluno tem que estar muito aberto para o diferente”, avalia.

Aproveitando ao máximo o MBA –  A cultura colaborativa da Kellogg School of Management foi o que mais chamou a atenção de Bruno enquanto ele decidia para qual universidade gostaria de ir. Lá, são frequentes os trabalhos em equipe. “Eu sabia que isso tornaria a experiência mais rica: ter contato com pessoas com pontos de vista muito diferentes e que queriam ajudar a fazer um projeto melhor”, complementa.
Há tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que, se o aluno não tiver foco, pode se perder facilmente entre todos os compromissos que assumiu
Um dos exemplos desta cultura é o currículo que inclui a participação em clubes de empreendedorismo. Neles, as turmas são divididas em times de alunos que, no decorrer de três semestres, precisam desenvolver uma nova ideia de negócio, apresentá-la a investidores reais e lançar, efetivamente, o piloto do produto. “Aprendi com isso diversas habilidades aplicáveis a outros contextos, como resolução de problemas e pensamento rápido”, explica.

Para Bruno, um dos maiores desafios do MBA era conseguir manter o foco em meio ao alto volume de atividades, workshops, projetos e eventos – o que também demandava um alto nível de energia. “Há tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que, se o aluno não tiver foco, pode se perder facilmente entre todos os compromissos que assumiu”, alerta.

Graduação fora – O MBA não foi a primeira experiência de Bruno estudando fora do Brasil. Sua graduação foi em Ciências Políticas com foco em Economia Política, pela Universidade da Pensilvânia – uma experiência que, segundo ele, influenciou os rumos que sua carreira seguiria. “O legal da graduação nos Estados Unidos é que você só precisa definir sua especialização dois anos depois de começar o ciclo básico. Então tive oportunidade de testar, lidar com diversos assuntos diferentes até definir o que eu queria fazer”.

Enquanto buscava disciplinas eletivas nas áreas que mais lhe interessavam – economia e ciências políticas – Bruno descobriu que gostava de lidar com resolução de problemas e assuntos globais. Concluindo a graduação, encontrou na carreira em consultoria a possibilidade de aplicar sua curiosidade, ao trabalhar em diferentes setores e negócios.



terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Oportunidades



Como o intercâmbio ajudou um jovem estudante a trabalhar na ONU

 Após cursar um ano da faculdade de jornalismo nos Estados Unidos, Tiago Zenero inspirou-se para escrever um livro e conseguiu o trabalho dos sonhos
Por Vivian Carrer Elias


O intercâmbio faz com que o estudante saia de sua zona de conforto, enfrente desafios, conheça culturas diferentes e descubra novas possibilidades. Um exemplo disso é a trajetória de Tiago Zenero, de 23 anos, que cursou um ano de sua graduação em jornalismo nos Estados Unidos. Ele aproveitou todas as oportunidades que os seus estudos no exterior proporcionaram, de aprimoramento do inglês a trabalho voluntário. Ao retornar para o Brasil, toda essa experiência o levou a uma grande conquista: o sonhado estágio na Organização das Nações Unidas (ONU).

Cursei uma disciplina com Tim Anderon, jornalista que trabalhou como editor do The New York Times por nove anos. O objetivo da aula era produzir uma revista digital sobre refugiados nos Estados Unidos

Nascido em Piracicaba, Tiago formou-se na Unesp em 2015. Em 2013, decidiu fazer intercâmbio pelo programa Ciência sem Fronteiras para os Estados Unidos. Ele queria morar em Miami, Nova York ou Los Angeles. No entanto, acabou sendo aceito por uma universidade em um destino bem menos popular: Lincoln, capital do estado de Nebraska. “Eu não fazia ideia de onde ficava esse estado. Mas, no fim, acabou sendo bom ir para lá porque estudei na Universidade de Nebraska, que oferece um dos melhores cursos de jornalismo do país”, diz.


Ao chegar em Lincoln, Tiago se deparou com uma cidade de 300 000 habitantes que, embora pequena, oferece uma boa infraestrutura. “Apesar de não ser uma metrópole, a cidade tem muitos recursos e o transporte público é ótimo. A qualidade de vida lá era muito boa”, diz o jornalista, que afirma ter se surpreendido com a simpatia da população local. “As pessoas sempre estavam sempre dispostas a ajudar e mostrar a cidade”, conta.

Segundo o Instituto Americano para Pesquisa Econômica, entre todas as cidades pequenas dos Estados unidos, Lincoln está entre as 15 melhores para universitários e é o 4o melhor destino para se trabalhar.

Experiências com refugiados – Uma das principais dificuldades que Tiago enfrentou eu chegar nos Estados Unidos foi o idioma. “No jornalismo, a língua é uma ferramenta de trabalho para escrever reportagens e fazer entrevistas. Estudei muito no início do intercâmbio, principalmente gramática, para poder me adaptar”, diz.

Tiago conta que um dos fatos mais importantes do seu intercâmbio foi ter convivido com refugiados. “Cursei uma disciplina com Tim Anderon, jornalista que trabalhou como editor do The New York Times por nove anos. O objetivo da aula era produzir uma revista digital sobre refugiados nos Estados Unidos. Por isso, acabei me aproximando muito da comunidade iraquiana da cidade”, diz Tiago.

Além disso, o jornalista também aproveitou as férias acadêmicas para fazer trabalho voluntário em Lincoln, dando aulas de inglês para filhos de imigrantes mexicanos. Durante os períodos sem aula, ele fez ainda um estágio na área de comunicação e atuou como fotógrafo em um jornal local.

Quando retornou ao Brasil, inspirou-se em todas essas experiências para desenvolver o seu trabalho de conclusão de curso da Unesp, que foi um livro sobre refugiados no Brasil. O prefácio da obra foi escrito pelo professor Tim Anderson, com quem mantém contato até hoje.

Mas o principal fruto que o jornalista colheu ao voltar do intercâmbio foi a aprovação em um programa de estágio na área de comunicação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (PNUD), da ONU, onde trabalha há um ano. “Eu já havia ido a várias palestras da agência da ONU para refugiados e, quando vi a vaga de estágio para o PNUD, resolvi tentar. Hoje, já sou contratado”, afirma. “Eu gosto muito do meu trabalho porque participo de uma série de atividades relacionadas ao desenvolvimento humano, atuando com questões ligadas desde o meio ambiente até o sistema carcerário.”

*Na Foto, Tiago durante o intercâmbio em Nebraska / Crédito: arquivo pessoal

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Oportunidade na NASA



Governo brasileiro seleciona cinco alunos para estágio na NASA

 Participantes do programa Ciência sem Fronteiras com bolsas vigentes até agosto de 2016 nos EUA podem concorrer; saiba mais!



Por Ana Pinho, do Na Prática



Alunos de graduação do Ciência sem Fronteiras com bolsas vigentes até agosto de 2016 nos Estados Unidos podem concorrer a cinco vagas de estágio na NASA (National Aeronautics and Space Administration), a agência espacial dos Estados Unidos — o mais prestigiado centro de estudo de astronomia do mundo. As inscrições podem ser feitas por aqui até o dia 20 de fevereiro, e o edital pode ser consultado aqui.

Os participantes serão pré-selecionados pela Agência Espacial Brasileira (AEB), e depois passarão pela seleção final da própria NASA. Os escolhidos integrarão o “NASA I²”, um programa internacional de estágios de verão que visa permitir a troca de experiências entre alunos de diversos países ao longo de 12 semanas, entre junho e agosto de 2016.

São elegíveis alunos de uma das áreas contempladas, como Ciências Exatas, Engenharia, Computação ou Tecnologia de Informação, e que apresentem bom desempenho acadêmico, inglês fluente (é necessário apresentar atestado de proficiência) e entre 60% e 90% do currículo concluído. Premiações de mérito acadêmico como Prêmio Jovem Cientista, Iniciação Científica, e Olimpíadas de Matemática ou Ciências são diferenciais na seleção.