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sábado, 26 de dezembro de 2015

Nossas florestas, nossos frutos...

Segredos do bacuri da Amazônia
ED. 238 | DEZEMBRO 2015







 Bacuri: a casca é maior que a polpa e rica em moreloflavona, substância com ação antioxidante

Resíduos formados por cascas de frutas em indústrias de sucos, polpas e doces são, em grande parte das vezes, um problema que esconde surpresas, como é o caso do bacuri (Platonia insignis), um fruto da região amazônica. Indústrias de pequeno porte ou familiares jogam no lixo as cascas desse pequeno fruto rico em uma substância chamada moreloflavona. “Esse flavonoide possui ação antioxidante e anti- -inflamatória conforme demonstrado por testes enzimáticos in vitro”, diz Maria Luiza Zeraik, professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ela participou do estudo quando fez estágio de pós-doutorado no Departamento de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara, integrante do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP, sob a supervisão da professora Vanderlan Bolzani. “O projeto sobre frutos endêmicos do Brasil vem revelando uma riqueza molecular incrível. No caso do bacuri, o que mais me impressionou foi constatar que a casca contém a moreloflavona, o que não é comum”, diz Vanderlan. “Cinco miligramas dessa substância custam em torno de US$ 60”, diz Maria Luiza. Ela diz que o processo de extração desse flavonoide das cascas é simples e rápido, podendo ser facilmente reproduzido em escala industrial. “Acredito que a pesquisa possa chamar a atenção de empresas para o aproveitamento das cascas de bacuri com o objetivo de desenvolver um antioxidante natural para cosméticos”, diz Vanderlan.

Segurança alimentar
ED. 236 | OUTUBRO 2015


O presidente do CNPq, Hernan Chaimovich (esq.), entrega um dos prêmios Jovem Cientista 2015

Bárbara Rita Cardoso, pesquisadora de pós-doutorado na Universidade de Melbourne, na Austrália, recebeu da presidente Dilma Rousseff o Prêmio Jovem Cientista, concedido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), na categoria Mestre e Doutor. No ano passado, Bárbara defendeu sua tese de doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho indica que o consumo diário de castanha-do-brasil, nome oficial da castanha-do-pará, pode ajudar a reduzir o risco de eclosão da doença de Alzheimer em idosos que estão no começo do processo de perda da cognição. “A introdução da castanha na dieta dos idosos pode ser uma estratégia simples para diminuir as chances de o Alzheimer avançar”, disse Bárbara. O tema escolhido para a 28ª edição do Prêmio Jovem Cientista foi segurança alimentar e nutricional. Na categoria Ensino Médio, a campeã foi Joana Meneguzzo Pasquali, do Colégio Mutirão de São Marcos, em São Marcos, Rio Grande do Sul, com uma pesquisa sobre um kit detector de substâncias tóxicas no leite. Na categoria Ensino Superior, o contemplado foi o estudante Deloan Edberto Mattos Perini, da Universidade Federal da Fronteira do Sul (UFFS), Rio Grande do Sul, com um trabalho sobre o potencial da agricultura urbana no abastecimento de alimentos em cidades de pequeno porte.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Irlanda me lembra Ulisses, Joyce

Irlanda: saiba por que o país foi eleito o preferido dos intercambistas




Belas paisagens, população acolhedora e vida cultural agitada fizeram a Irlanda se destacar em pesquisa. Possibilidade de conciliar estudo e trabalho atrai brasileiros
Por Vivian Carrer Elias

Uma pesquisa feita recentemente pelo site holandês Study Portals revelou que a Irlanda é o destino da Europa onde os estudantes internacionais sentem-se mais satisfeitos. Cerca de 17.000 intercambistas, incluindo brasileiros, foram ouvidos nesse estudo. Não é difícil entender o motivo pelo qual a Irlanda se tornou a queridinha dos alunos estrangeiros.
O país vai muito além da cerveja Guinness e das festas do Dia de St Patrick: possui uma população acolhedora, belas paisagens naturais e históricas, além de cidades universitárias repletas de atividades culturais e sociais.
A capital Dublin é considerada uma das 50 melhores cidades para estudantes pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS). O município abriga o Trinity College Dublin, universidade mais bem ranqueada do país e uma das 100 melhores do mundo. A instituição é reconhecida principalmente por seus programas na área de humanas, como o de literatura inglesa. Afinal, foi lá onde estudaram nomes como o dramaturgo Samuel Beckett e o escritor Oscar Wilde.
Irlanda x Reino Unido – Assim como a Inglaterra, a Irlanda é uma opção para estudantes que desejam viver na Europa em uma nação cujo idioma oficial é o inglês. No entanto, em muitos aspectos, a Irlanda é mais vantajosa aos intercambistas do que as cidades britânicas.
Por exemplo, o custo de vida na Irlanda é, em geral, mais baixo. Para se ter uma ideia, segundo o Cost of Living Cities Ranking da Mercer, Dublin é a 49a cidade mais cara do mundo, enquanto Londres é a 12a. Além disso, estudantes que procuram por um país mais acolhedor podem preferir os irlandeses, já que três cidades do país – Galway, Dublin e Cork – estão entre as 5 mais simpáticas do mundo, de acordo com a revista de turismo Travel + Leisure.
É muito fácil viajar dentro da Irlanda. Vale a pena ir para o interior, conhecer castelos, catedrais e visitar os Cliffs of Moher
As leis de imigração da Irlanda também são mais flexíveis. No país, alunos matriculados em qualquer curso, inclusive de idiomas, com duração superior a 25 semanas podem trabalhar meio período (ou em tempo integral nas férias). Já no Reino Unido, apenas estudantes de universidades estão autorizados a trabalhar.
O visto para permanecer na Irlanda pode ser obtido já ao chegar no país. O Stamp 2, por exemplo, é concedido a alunos de cursos com duração maior que 25 semanas. Esse visto é válido por 8 meses e permite que o estudante trabalhe. Para obtê-lo, é preciso apresentar documentos como carta de matrícula da escola e ao menos EUR 3.000 em uma conta bancária irlandesa (para permanecer mais de 6 meses no país). Para mais informações sobre vistos, clique aqui.
O custo de vida mais baixo em comparação com a Inglaterra e a possibilidade de estudar e trabalhar na Europa fizeram com que o estudante de jornalismo Gustavo Duarte, de 22 anos, escolhesse a Irlanda como destino de seu intercâmbio. Ele está na cidade de Cork desde agosto para estudar inglês por 6 meses. “Optei por viver em Cork porque é um lugar com menos brasileiros do que Dublin, mas não é uma cidade tão pequena, já que é a 2a maior do país.”

Segundo Gustavo, a fama de os irlandeses serem um povo simpático é verdadeira. “Eles são extremamente simpáticos, solícitos e educados”, afirma. Para o estudante, outros pontos positivos do país são as suas paisagens. “É muito fácil viajar dentro da Irlanda. Vale a pena ir para o interior, conhecer castelos, catedrais e visitar os Cliffs of Moher, um dos lugares mais bonitos da Europa”.
A Irlanda, porém, tem uma característica que, para muitos, pode ser um defeito: o clima chuvoso. “O estudante precisa vir preparado para pegar dias frios e nublados aqui, porque isso é algo que não podemos mudar. É preciso acostumar-se”, ressalta.
Custos e bolsas

O custo médio de uma pós-graduação na Irlanda fica entre EUR 10.000 a 30.000 para estudantes não europeus, mas há várias oportunidades de bolsas de estudo no país. Para ter acesso à lista completa, clique aqui. Um dos programas, financiado peloMinistério da Educação do país, por exemplo, dá 15 bolsas de graduação, mestrado e doutorado para brasileiros.
*Na foto, Gustavo Duarte no Cliffs of Moher, uma das paisagens que julga mais bonitas da Irlanda

sábado, 12 de dezembro de 2015

Matando nossos jovens, qual será o futuro do Brasil?

Morte de jovens no Brasil é genocídio, diz consulesa da França

Nanna Pôssa

PAULO: Parauapebas é a quinta cidade mais perigosa para jovens no Brasil. Entre mais de cinco mil cidades! Se fosse um pais, o jovem iraquiano estaria mais seguro que o jovem em Parauapebas, para se ter uma ideia (Comentário do Felipe em conversa comigo, dia 11/12). E apenas 300 mil para esta juventude no orçamento 2016. Se for pai ou mãe, apartir de agora, preste atenção onde seu filho jovem vai.






Uma morte a cada dez minutos. Quase 60 mil por ano. Os indicadores da violência brasileira são alarmantes. Em debate sobre a juventude viva e segurança pública nesta sexta-feira (11), o chefe de gabinete Comando-Geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Coronel Ibis Pereira, uso os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública para colocar que é preciso pensar em novas políticas.


 Para a consulesa da França no Brasil, Alexandra Loras, a morte da juventude no Brasil é um genocídio ignorado.

E é através da cultura e da formação que muitos lutam para combater a violência nas periferias. O integrante da Rede de Empreendedores Comunitários (REC), Paulo Ávila, mais conhecido como rapper Linha Dura, realiza há mais de 20 anos ações em Cuiabá Mato Grosso.


O debate sobre juventude e segurança pública ocorreu como parte da programação do Emergências, evento promovido nesta semana pelo Ministério da Cultura para discutir arte, comunicação e ativismo.